O sistema anaeróbio é o primeiro sistema imediato de fornecimento de energia ao músculo em movimento. Ou seja, a energia é fornecida prontamente pelas adenosinas trifosfato e creatina fosfato, ou por fosfatos de alta energia, que estão armazenados dentro dos músculos específicos em atividade.
Os carboidratos estocados na forma de glicogênio muscular e hepático e a glicose sanguínea, são utilizados pelos músculos como fonte primária de combustível, ou seja, logo quando o indivíduo passa do estágio de repouso para o início do exercício.
Isso acontece, porque como a produção de energia a partir do glicogênio pode ocorrer na ausência de oxigênio (sistema anaeróbio), o glicogênio muscular constitui o principal fornecedor de energia nos primeiros minutos do exercício.

Em provas de curta duração e alta intensidade, como por exemplo, corrida de 100 metros, levantamento de peso, provas de natação de 25 metros, sprints no futebol ou uma cortada no vôlei, o sistema anaeróbio é ativado para o fornecimento de energia aos músculos.
Conforme o exercício continua, a liberação de energia a partir dos carboidratos é ativada. Neste momento, há decomposição de glicose para duas moléculas de ácido pirúvico, o qual é convertido em ácido lático. As reações aqui descritas ainda não necessitam de oxigênio e ocorrem durante exercícios de alta intensidade e média duração (alguns minutos), como lutas, musculação, resistência localizada e de velocidade.
A frequência cardíaca é a responsável por determinar a intensidade do exercício, que pode ser alta ou baixa, dependendo da condição física do indivíduo. No caso de alta intensidade, o nutriente mais utilizado como substrato energético é justamente o carboidrato, pois há grande liberação de glicose durante este tipo de exercício.
Fonte: MUTTONI, 2017.