Caso o indivíduo realize atividades de longa duração, em uma intensidade moderada ou baixa como corridas leves, caminhadas ou qualquer outra prática em níveis baixos e intermediários de esforço, o sistema aeróbio de fornecimento de energia é ativado.
Ocorre então, a mobilização do ácido pirúvico, que é convertido em acetil-CoA, que entrará no ciclo de Krebs e começará a fornecer energia aeróbia, ou seja, utilizando oxigênio.
É necessário o tempo de um a dois minutos para que o sistema aeróbio seja capaz de atender ou se aproximar da demanda energética, pois depende de um aumento do fluxo sanguíneo para ofertar oxigênio e para ativar as várias reações enzimáticas.
Neste momento, a gordura também contribuirá para as necessidades energéticas do músculo. O ácido graxo livre entra na célula muscular e sofre uma transformação enzimática chamada betaoxidação, sendo transformado em acetil CoA, que também entrará no ciclo de Krebs (lipólise).

Assim, no sistema aeróbio, os carboidratos e as gorduras representam os substratos energéticos preferenciais. A utilização da proteína como substrato energético no exercício acontece de maneira intermediária no metabolismo, pois os aminoácidos são convertidos em piruvato ou acetil-CoA. A contribuição energética proveniente deste metabolismo pode variar de 5 a 10%.
Nos casos de baixa oferta de carboidratos, a necessidade de proteína para atender às demandas musculares aumenta. Isso significa que quando o consumo de carboidratos é reduzido, as proteínas podem ser utilizadas como substrato energético, o que representa um erro, pois a principal função deste nutriente é a síntese e a recuperação de estruturas corporais. A formação do ATP acontece por intermédio de carboidratos, gorduras e proteínas.
Juntamente com a creatina fosfato, todos os três macronutrientes podem ser utilizados para a produção de ATP, sendo que a glicose proveniente dos carboidratos e os ácidos graxos oriundos das gorduras, são as fontes de primeira escolha.
Fonte: MUTTONI, 2017.