Saúde da mulher exige cuidados preventivos em todas as fases da vida

Saúde da mulher exige cuidados preventivos em todas as fases da vida

Ginecologista da Hapvida explica quando iniciar as consultas com a especialidade, quais exames devem estar em dia e a importância do acompanhamento regular.

Cuidar da saúde da mulher vai muito além de procurar atendimento apenas quando surgem sintomas. Informação, prevenção e acompanhamento médico regular são aliados importantes para identificar alterações precocemente e promover bem-estar ao longo da vida. Por isso, o cuidado ginecológico tem papel central ao orientar exames preventivos, acompanhar mudanças do corpo em cada fase da vida e elucidar dúvidas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva.

De acordo com Pamela Marino Dantonio, ginecologista da Hapvida, o acompanhamento regular é uma das principais ferramentas de promoção da saúde feminina. “Mesmo na ausência de sintomas, consultas periódicas permitem identificar alterações em fases iniciais, quando as intervenções são mais simples e eficazes”, explica. Segundo ela, diversas condições ginecológicas podem evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, como o câncer do colo do útero, o câncer de mama, alterações hormonais e algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A consulta ginecológica também tem papel fundamental na orientação preventiva. Durante o acompanhamento, é possível avaliar e ajustar métodos contraceptivos, acompanhar o padrão do ciclo menstrual, orientar sobre saúde sexual, atualizar esquemas vacinais, como a vacina contra o HPV, além de discutir planejamento reprodutivo ou aspectos relacionados ao climatério, o período de transição da fase reprodutiva para a menopausa.

A consulta ginecológica tem papel fundamental na orientação preventiva (Foto: Freepik)


Quando iniciar o acompanhamento

A primeira consulta ginecológica pode ocorrer após a menarca, a primeira menstruação, ou antes disso, caso existam dúvidas ou alterações menstruais. A médica explica que não há uma idade exata para iniciar o acompanhamento, mas a orientação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) é de que comece ainda na adolescência, com foco em educação em saúde e prevenção.

“Ao longo da vida, os objetivos das consultas também mudam. Na adolescência, o foco costuma ser a orientação sobre corpo, sexualidade e contracepção. Já na vida adulta, ganham destaque o planejamento reprodutivo, a prevenção de doenças e o rastreamento de cânceres ginecológicos. No climatério e na menopausa, o acompanhamento auxilia no manejo de sintomas e na prevenção de doenças metabólicas e cardiovasculares”, ressalta Pamela.

Exames que precisam estar em dia

Os exames solicitados durante o acompanhamento ginecológico não seguem um protocolo único para todas as mulheres. “A indicação deve ser individualizada, considerando idade, histórico clínico, fatores de risco e achados do exame físico”, detalha Pamela. Entre os mais utilizados estão o teste para HPV, associado ou não ao exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau), que ajuda no rastreamento do câncer do colo do útero. A ultrassonografia transvaginal pode ser indicada para investigar alterações uterinas ou ovarianas.

A mamografia é recomendada, em geral, a partir dos 40 anos para o rastreamento do câncer de mama. Entretanto, pode ser indicada mais precocemente em mulheres com fatores de risco. Exames laboratoriais hormonais ou metabólicos podem ser solicitados quando há indicação clínica, reforça a médica.

Sinais que merecem atenção

Alguns sintomas relativamente comuns não devem ser considerados parte normal da rotina feminina e precisam de avaliação. “Por exemplo, sangramento fora do período menstrual, dor durante a relação sexual, cólicas menstruais incapacitantes, perda urinária, entre outros. A avaliação adequada pode ajudar a identificar precocemente condições como infecções, alterações hormonais, endometriose, alterações do assoalho pélvico ou lesões do colo do útero”, alerta Pamela.

A ginecologista da Hapvida destaca que o cuidado preventivo tem impacto direto na qualidade de vida da mulher. O acompanhamento periódico permite identificar lesões pré-cancerígenas antes que evoluam para câncer, diagnosticar condições que podem comprometer a fertilidade e orientar de forma segura sobre contracepção e planejamento reprodutivo. “Além de tratar doenças, a ginecologia tem como objetivo promover bem-estar, autonomia e saúde ao longo de todas as fases da vida feminina”, conclui.

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