Policial suspeito de matar comerciante em Serra Azul, ameaçou PMs durante abordagem, diz Delegado

Policial suspeito de matar comerciante em Serra Azul, ameaçou PMs durante abordagem, diz Delegado

Segundo Alexandre Daur, responsável pelas investigações, o agente dizia que iria matar policial e familiares dele. ele e comparsa foram presos em flagrantes e transferidos ao presídio Romão Gomes, em São Paulo.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Um dos policiais presos por suspeita de matar a tiros o comerciante André Marcos Assoni, de 29 anos, na quarta-feira (24) em Serra Azul (SP) ameaçou a equipe da Polícia Militar que abordava a dupla durante perseguição após o crime, disse em entrevista coletiva o delegado Alexandre Daur, responsável pelo caso.

De acordo com o chefe das investigações, os policiais, que supostamente estão envolvidos na morte do comerciante, estavam em um carro já apreendido na quarta-feira.

A dupla foi encontrada pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar, em uma estrada de terra próxima à entrada de Serrana (SP). As viaturas terrestres foram acionadas e fizeram a abordagem.

“Um dos autores desembarcou do veículo e começou a caminhar a pé. Como o helicóptero era único, ele se posicionou de uma forma que uma parte [dos policiais] acompanhava o veículo e outra parte ficou visualizando a pessoa que desembarcou. Foi feito o contato com a pessoa que estava próximo ao veículo ali. Esse policial militar foi ameaçado por esse policial militar que já trabalhou com ele. Ele dizia: ‘Deixa eu fugir senão eu mato você, mato sua família’”, disse Daur.

PRISÃO EM FLAGRANTE

Os policiais conseguiram fugir, mas como eram conhecidos pela corporação, foram presos em flagrante nas respectivas casas em Ribeirão Preto (SP) e Serrana por homicídio e resistência.

No veículo, foram encontradas uma pistola Glock 9 milímetros e um revólver calibre 38, além de munições e placas veiculares.

De acordo com Daur, as armas não pertencem à Polícia Militar. Em depoimento, os dois policiais negaram envolvimento com o crime, mas continuaram presos por conta do reconhecimento dos agentes que estavam no Águia e em outras viaturas.

“Eles falaram, cada um deu sua versão, um que saiu apenas para fazer exercício para caminhar e outro que estava em casa. Os indícios são bem veementes, até porque são vários policiais [que viram os dois]”, explicou o delegado.

Os policiais foram transferidos para o presídio Romão Gomes, da Polícia Militar, em São Paulo.

Segundo o delegado, os produtos apreendidos vão passar por perícia, como a coleta de digital e DNA no veículo, roupas e armas. Além disso, a balística vai investigar se os disparos feitos contra o comerciante são das mesmas armas apreendidas com os policiais.

VÍTIMA DE ACUSAÇÕES FALSAS, DIZ MULHER

Assoni foi morto quando chegava a uma academia de ginástica, no Centro de Serra Azul. Ele havia acabado de deixar o filho de quatro anos na creche.

Imagens de uma câmera de segurança mostram quando um carro preto para no meio da Rua Dina Bueno, por volta das 7h40, e o passageiro desce. Alguns instantes depois, o passageiro volta para o veículo, o motorista acelera e os dois fogem em alta velocidade.

A mulher do comerciante, que não quis se identificar, disse que o marido era vítima de acusações falsas sobre um crime na cidade.

Segundo ela, há cerca de três meses, o companheiro registrou um boletim de ocorrência porque passou a ser apontado como um dos autores de um assalto. Ele temia ser morto injustamente.

“Teve um assalto na cidade e falaram que ele estava envolvido, mas ele sempre falava para mim ‘Patrícia, eu não tenho nada. Eu tenho tanto medo de levar um tiro sem dever nada’. Ele até fez um boletim de ocorrência quando descobriu que o pessoal estava falando isso. Ele falava ‘eu ando correto para não ter nada’. Aí, de repente, acontece isso”, contou.

O crime desta quarta foi testemunhado pelo sogro da vítima, Alberto Castellano. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e afirmou que o genro foi baleado três vezes na cabeça, além de ser atingido por outros disparos quando já estava caído e ferido no chão.

“Parou um Volvo preto com uma placa que começava com H e eu estava no meio da rua quando eles começaram a atirar. Já saíram atirando. Foi uma execução porque os três primeiros tiros foram na cabeça. Eu recuei, voltei, ele voltou a atirar mesmo no chão, já ferido, deu mais tiros, saiu o motorista deu mais tiros. Os dois encapuzados”, relatou.

Fonte: g1.com

COMENTÁRIOS

Os comentários não representam a opinião do nosso website. A responsabilidade é do autor da mensagem.

Ajude-nos a melhorar nosso website

Nos informe sobre erros de digitação, informações ou problemas técnicos.