NO CEMITÉRIO…

NO CEMITÉRIO…

Depois do Enterro

A lápide fria.

Cupidos tristes recebem

O finado

O vento apaga incandescentes velas

Castiçais pedem comoção

Um Cristo tem sua cruz roubada.

Vermes esperam o defunto

Fresco que acaba de chegar

Ruas do cemitério acabam

Numa pequena capela.

O frio das preces

Flores velhas enfeiam tépidos túmulos

Anjos exotéricos enfileirados 

No velho cemitério

Portões abertos para outro mundo.

Mausoléus esquecidos santos

Depredados pobreza é abandono.

Velam o finado

Luto silêncio e devoção

Preces pontifícias

Intenção

Santos enclausurados

Despedem-se dos ímpios que

Imploram bênçãos.

Fiéis lágrimas e jazigo

Outro mundo

Idolatrado perpétuo

Nos pétricos corredores e

Ruas da necrópole.

Os portões se fecham

Do lado de fora crianças

Pobres pedem esmolas.

Pular para o conteúdo