ANDORINHAS

Andorinhas espalhadas nos arrabaldes

Criaturas dóceis e presentes

Que infestam céus

Igrejas, pátios e praças

Cheias de liberdade

Estão por todas as partes.

Que triste vê-las numa gaiola

Em bandos imperam por onde voam.

Argutas e rasantes

Sobrevoando cavernas

Desfiladeiros e catedrais.

Preenchem sorrateiramente

O vazio dos céus.

Prolíferas e inextintas

Há como eu queria ser uma andorinha!

Solta e fulva cruzando itinerários.

Livre e rasante

A procura de horizontes

Um pequeno ícaro da natureza.

Por: Valéria Rizzo

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