O BATISMO

Reflexão e poesia de Valéria Rizzo Stella

Criaturas do inferno ocupa um espaço santo

Decoram com sarcasmo o teto da Catedral

Cantam nas madrugadas frias 

O canto gregoriano nos corredores do solitário Templo

Todas as noites em todas as Torres

Diabos exorcistas um Cristo de braços magros pendurado e amarrado

Criaturas das Trevas 

Bebem do vinho

Tomam da hóstia

Mergulham na pia batismal

Fantasmas com aversão da Cruz

Criaturas Possessas

Demônios devassos

Sacrifícios ao pai

A igreja guarda

Almas penadas e anjos da guarda

O Templo desaba

Criaturas Aladas sobrevoam e aterrizam nesse chão

Não são anjos

Se aniquilam no alho e no rosário

Pés descalços da sacristia

Criaturas anônimas

Criaturas das Trevas

Matando anjos

Fazendo um Sarau

Gospem a hóstia

Abençoam o Mal

Sobre a lápide fria

Um cristo amarrado

Satanases e crucificação

Degradação e depredação

Demônios devassos decoram

As Torres da Catedral

Por: Valéria Rizzo Stella

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