Andorinhas espalhadas nos arrabaldes
Criaturas dóceis e presentes
Que infestam céus
Igrejas, pátios e praças
Cheias de liberdade
Estão por todas as partes.
Que triste vê-las numa gaiola
Em bandos imperam por onde voam.
Argutas e rasantes
Sobrevoando cavernas
Desfiladeiros e catedrais.
Preenchem sorrateiramente
O vazio dos céus.
Prolíferas e inextintas
Há como eu queria ser uma andorinha!
Solta e fulva cruzando itinerários.
Livre e rasante
A procura de horizontes
Um pequeno ícaro da natureza.