MÃE E FILHA COMPARTILHAM AMOR PELA MESMA PROFISSÃO

MÃE E FILHA COMPARTILHAM AMOR PELA MESMA PROFISSÃO

MARIA APARECIDA E JOSEL INE TRABALHAM COMO EMPREGADAS DOMÉSTICAS HÁ ANOS, E SE ORGULHAM DA PROFISSÃO QUE ESCOLHERAM.

O trabalho doméstico sempre foi importante para a sociedade, assim como as demais profissões, mas nos últimos anos os esteriótipos têm sido deixados de lado e a categoria crescendo de forma exponencial. 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que avaliou o período entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, houve um crescimento de 6% nos postos de emprego doméstico. Isso significa cerca de 315 mil contratações no período, totalizando 5,6 milhões de trabalhadores da categoria. 

VALORES 

Um dos maiores legados que uma mãe pode deixar aos filhos são valores como honestidade e comprometimento com o próximo.

Maria Aparecida Camillo Rogério, mais conhecida como dona Cida, tem 56 anos, é viúva, mãe de dois filhos, já é vovó de 4 netos, e ao longo dos anos tem ensinado a todos a importância desses valores. Em especial a sua filha primogênita, Joselâine Camillo Rogério Menezes, casada, tem dois filhos e há aproximadamente 5 anos também passou a trabalhar como empregada doméstica. 

A profissão, Joselâine aprendeu com a mãe, dona Cida, que está na área há quase 30 anos. “Comecei a trabalhar como empregada doméstica bem novinha. Naquele tempo não havia muitas oportunidades para estudar, e como vi a necessidade de ajudar com os gastos da casa, fui trabalhar como doméstica”, explicou dona Cida.

Ela já passou por muitas casas ao longo dos anos em que trabalha nesta área, tanto que sempre conseguiu seus trabalhos por indicações e recomendação de suas patroas, com quem sempre manteve bons relacionamentos. “Graças a Deus sempre fui muito bem tratada por minhas patroas e também sempre procurei fazer um trabalho de excelência, tanto que sempre fui indicada por elas para trabalhar em outras casas, pois elas ficavam satisfeitas com meu trabalho”, falou.

Dona Cida está em seu emprego atual há aproximadamente 24 anos, tanto que já se sente parte da minha família. Esse é um dos benefícios que a profissão proporciona, a empregada doméstica pode ser acolhida por muitas famílias. “Eu considero minha patroa como uma amiga, pois conversamos muito e ela não faz diferença. Eu vi os filhos dela crescer, então meu sentimento por eles é como se eles fossem minha família”, disse. 

Já Joselâine trabalha como empregada doméstica há cerca de 5 anos, e assim como a mãe, já passou por algumas casas. “Comecei a trabalhar como doméstica tem uns 5 anos e quem me ajudou a conseguir foi a indicação da minha mãe”, disse.

CONSELHOS DE MÃE 

Seguindo, de fato, os passos da mãe, Joselâine atualmente trabalha na mesma casa em que dona Cida trabalhou por muitos anos. “Hoje eu e minha mãe trabalhamos para a mesma patroa, eu limpando a casa dela e minha mãe cuidando da organização do escritório da família”, disse Joselâine.

Por ser a mesma patroa, dona Cida deu à filha dicas valiosas de como ela deveria proceder. “Quando minha filha começou a trabalhar eu expliquei como nossa patroa gostava da limpeza, expliquei que era muito importante ela tratar bem os filhos, pois toda mãe fica satisfeita quando vê os filhos sendo bem tratados”, explicou.

Outros conselhos não foram ditos verbalmente, mas Joselâine aprendeu com a mãe sobre a importância de trabalhar com zelo e amor pelo que faz. “Sempre falei para minha filha que trabalho de empregada doméstica deve ser feito com zelo e amor, como se fosse a nossa própria casa. É preciso ter cuidado com os movéis e objetos para não quebrar e fazer o seu melhor, pois se a pessoa paga por isso é porque ela realmente precisa, então devemos nos empenhar”, falou dona Cida.

ORGULHO PELA PROFISSÃO

Joselâine explica que já teve outras profissões. Já trabalhou com telemarketing, vendedora e atendente de caixa de posto de gasolina, mas foi como empregada doméstica que ela se encontrou profissionalmente. “Eu escolhi ser empregada doméstica, pois gosto do que eu faço. É um trabalho digno e honesto como qualquer outro e que me dá a tranquilidade de organizar minhas tarefas com calma”.

Mais do que gostar, Joselâine tem orgulho do que faz. “Eu sinto orgulho do que eu faço, pois tudo que conquistei em minha casa é fruto do meu trabalho, vem do meu trabalho como empregada doméstica. E outra, me orgulho da confiança que é depositada em mim, pois ser empregada doméstica é ter acesso a tudo na casa de outra pessoa, então é uma profissão que tem muito a ver com caráter, isso é muito importante e me foi muito bem ensinado por meu pai, que infelizmente não está mais aqui, e por mim minhã mãe, que é meu maior exemplo. São princípios que independente da profissão levo sempre comigo”, concluiu Joselâine.

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