O lançamento da campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, anunciado pelo Ministério da Saúde, reacende a discussão sobre a importância de políticas contínuas para o controle das arboviroses no país. Com investimento de R$ 183,5 milhões, a iniciativa inclui o uso de mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia, capazes de bloquear a transmissão dos vírus. O avanço científico representa uma das principais apostas para conter surtos que, mesmo em queda neste ano, ainda preocupam autoridades sanitárias.
Especialistas reforçam que o enfrentamento das arboviroses exige ações integradas entre poder público e população. O acúmulo de água em locais abertos, o descarte incorreto de lixo e o aumento das temperaturas criam um cenário propício à proliferação do mosquito, especialmente em áreas urbanas. Além disso, o impacto das mudanças climáticas amplia o risco de transmissão em regiões onde o Aedes aegypti não era comum, tornando o monitoramento e a vacinação fundamentais para conter o avanço das doenças.
A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) está à disposição para entrevistas sobre o tema. Os médicos da entidade podem comentar a efetividade das novas estratégias de controle, os riscos de reemergência das arboviroses e os cuidados necessários para prevenção em diferentes regiões do país.





