





Bisavó, avó, mãe e filha, 4 gerações que formam o clã da família Oliveira. Em homenagem ao Dia da Mães, vamos contar a história dessas mulheres que terão o privilégio de comemorarem a data todas juntas.
O alicerce desse clã é a matriarca Nilza da Silva Oliveira, 89 anos. Nascida na cidade Rio da Barra, em Pernambuco, mas morou por um longo período na região sul do país. Dona Nilza viu sua vida mudar completamente ao ficar viúva com apenas 42 anos. Com uma casa para sustentar e 3 filhos para criar, ela foi trabalhar como lavadeira, doméstica e instruiu os dois filhos mais velhos a ajudarem nas despesas do lar, um trabalhando como engraxate e o outro em uma fábrica de pipocas.
Mesmo com as dificuldades, dona Nilza sempre priorizou o estudo dos filhos e sempre foi uma mãe presente na escola. Para garantir um futuro melhor às crianças ela ia atrás de qualquer oportunidade que qualquer um dos filhos pudessem ter. Todos tiveram a oportunidade de estudar nos melhores colégio públicos da cidade e nos dias de matrícula ela passava a noite na fila para garantir a vaga de cada um deles.
Mulher forte e batalhadora, hoje dona Nilza colhe os frutos de tudo o que plantou ao ver sua descendência florescer através dos 5 netos e 4 bisnetos.



Entre os três filhos de dona Nilza está a caçula, Joana Oliveira da Fé, 53 anos. Ela é casada, pastora, psicóloga e contrariando todas as probabilidades médicas é mãe de dois filhos. “Ser mãe sem dúvida foi um presente de Deus, pois eu tinha endometriose e trompas torcidas. Depois de alguns tratamentos e cirurgia, o médico me disse que só por um milagre eu poderia engravidar e foi o que aconteceu. Após 5 anos de casada nasceu o Matheus, nosso presente. Depois de 3 anos, sem que houvesse nenhuma interferência da medicina, nasceu a Lays, nosso outro presente”, explicou.
Para alegrar ainda mais o coração de Joana, além de mãe, hoje ela é vovó. “Meu presente se multiplicou por meio da minha filha Lays que nos deu 3 netos. Eles são responsáveis por momentos de grandes alegrias e geram um sentimento de amor e dedicação inexplicáveis. Hoje minha felicidade é imensa, pois sei o que é viver em família e, poder ver a próxima geração se construindo é motivo alegria, mas de muita preocupação também, por pensar nas mudanças tão drásticas que a sociedade tem passado. Porém também é uma motivação a mais para continuar a lutar por um mundo melhor”, falou Joana.
Lays Oliveira da Fé Oldra, tem 24 anos, é casada, filha caçula de Joana Oliveira e dando sequência a linhagem, é mamãe da Angelina Victória Oliveira Oldra da Fé, de 4 aninhos e de mais 2 meninos, Dominic e o bebezinho Kalleo. Para Lays é um privilégio estar cercada pelas mulheres que lhe ensinaram tudo o que sabe. “Para mim é um privilégio ter minha avó e minha mãe ao meu lado, sempre presentes, vivendo esse novo ciclo em minha vida e me ajudando a construir minha família. Poder vivenciar esse momento sendo mãe e ter presente as mulheres que me ensinaram o que é ser mãe é um privilégio imenso”, disse feliz
Angelina Oliveira e seus irmãos ainda são muito pequenos, mas Lays já vê o quanto é importante eles terem bons princípios como ela teve outrora. “É muito importante para mim que meus filhos tenham a mesma referência que eu tive. Quero que eles também aprendam o que sempre me ensinaram, e ainda ensinam, que devemos sempre buscar o reino de Deus em primeiro lugar e ama-lo e servi-lo de todo coração”.
Outro fato que também aquece o coração da mamãe Lays é ver seus pequenos construindo memórias com a bisavó. “Tenho certeza de que a presença dela é muito importante, pois casa de vó já é bom, de bisavó então, é melhor ainda [risos]. Ela está sempre ensinando eles a fazerem pão, bolinho de chuva. É a protetora e defensora deles”.
Atualmente todas as mulheres da família Oliveira residem em Cravinhos, e para Joana ter a mãe por perto não tem preço. “Minha mãe veio morar definitivamente em Cravinhos há 9 anos, pois logo que ela completou 80 anos vi que já não podia mais deixa-la longe, morando no Paraná. Para mim, ter minha mãe presente e saudável na minha vida é a prova de que vale a pena lutar pela família e se dedicar a ela. Os anos passam e com eles vão as nossas forças, mas a experiência e a sabedoria ficam e aquilo que plantamos sem dúvida colhemos”, disse. Para o Dia das Mães, as mulheres do clã Oliveira não têm nenhuma tradição especial, a não ser o fato de que neste dia nenhuma mãe vai para a cozinha. Mas é bem verdade que só de comemorarem a data juntas, compartilhando memórias, sorrisos e histórias já deixa tudo especial.
Reportagem: Crislaine Messias





