Brasil abre mercado de exportação de amendoim para a China

Brasil abre mercado de exportação de amendoim para a China

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, apresenta um panorama sobre a conquista de 229 novos mercados abertos desde 2019

A concretização do acordo entre Brasil e China para a exportação de amendoim para aquele país representa mais um atestado de qualidade para os produtos do agro nacional. Somente em 2022, foram abertos 43 novos mercados em todo o mundo. O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil na sua produção agrícola, em especial, na compra de soja, carne bovina, açúcar de cana e celulose. A inclusão do amendoim aos produtos exportados à China abre um próspero horizonte ao agronegócio brasileiro, em razão do parceiro asiático ser o maior consumidor deste grão em todo mundo, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

  1.  Inicialmente, quantas empresas brasileiras de amendoim irão abastecer o mercado chinês?

Ministro Marcos Montes – Desde o dia 22 de setembro, 47 empresas brasileiras foram autorizadas a exportar amendoim à China. A abertura daquele mercado para esse produto faz parte de um pacote de avanços alcançados nas negociações bilaterais neste ano, possivelmente o mais importante em mais de uma década.

  • Por que este acordo pode representar um avanço ao mercado agropecuário brasileiro?

A China é hoje o maior consumidor de amendoim do mundo, importando anualmente mais de USD 800 milhões deste grão. De janeiro a maio de 2022, foram 248.150.853 quilos do produto. O Brasil tem todas as condições para alcançar uma boa participação nestas exportações, diversificando a pauta de vendas para a China. Isso mostra que a nossa segunda safra, que é do amendoim, do gergelim e do sorgo, começa a ter espaço nas nossas exportações.

  • Qual é a expectativa de ampliação das negociações com o parceiro asiático?

Além do amendoim, há expectativa de finalização ainda este ano das negociações para exportações de gergelim e sorgo. Foram também concluídas as negociações para exportações de farelo e proteína de soja, bem como de polpa cítrica, que podem ser exportadas dentro de poucas semanas. O Mapa trabalha ainda para a autorização, em breve, das vendas de uvas ao mercado chinês, assim como de farinhas de aves e de suínos.

  • Como a expansão do agronegócio brasileiro pode ser traduzido em números?

Com a abertura do mercado chinês para o amendoim brasileiro, o Brasil chegou a 43 novos mercados abertos para os produtos agropecuários até setembro deste ano. Desde 2019, o número de mercados abertos chegou a 229, em um total de 54 países, sendo 26 asiáticos, 19 americanos, oito africanos e um na Oceania. Em 2021, foram registrados 77 mercados e, em 2020, 74 mercados. Em 2019, 35 mercados entraram para a lista de exportação do Brasil.

Neste leque de produtos que enviamos para o exterior, estão bovinos, sementes, material genético bovino e avícola, animais vivos, ração animal, pescado e lácteos, entre outros. No ano passado, por exemplo, começamos a exportar maça para a Colômbia.

  • E como o Governo Federal vem fomentando esse processo de expansão?

O trabalho realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento permite a diversificação de possibilidades de exportação para os produtores brasileiros, com o propósito de reduzir a concentração da pauta exportadora tanto em produtos, quanto em destinos.

Aberturas de mercados são resultado de negociações bilaterais que culminam no acordo dos parâmetros de sanidade a serem atestados e do certificado correspondente, sanitário, fitossanitário ou veterinário, que passará a ser aceito pelo país importador nos pontos de entrada da mercadoria.

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