Saber olhar e sentir o farelo da vida: o silêncio da noite, o brilho das estrelas, as risadas das crianças, um regato que corre por entre pedras, o sorriso de um rosto amigo, o namoro dos pássaros, a bela música, o amor de alguém, o carinho materno, a afeição fraternal, – coisas que pertencem à eternidade e que nos dão um clima favorável a construções mentais benéficas, possibilitam atitudes sadias em face dos contra tempos diários.
O ideal é um arado atrelado a uma estrela.
Nas horas confusas, nas temporadas ingratas, nos dias noturnos, o ideal é a estrela que banha de luz nossa alma.
“Feliz aquele que leva em si um Deus, um ideal de beleza, que te serve de guia: ideal de arte, ideal de ciência, ideal de pátria, ideal de virtudes evangélicas. Eis aí as fontes vivas dos grandes pensamentos e das grandes ações. Em todas se reflete, iluminando-as, a luz do Infinito.” (Pasteur, in Mohana).
Sem serenidade a própria sabedoria se compromete.
Nosso coração, que nasceu para viver cheio – e cheio de tanta coisa grande, tanta coisa infinita, temos de enchê-lo com esses pedacinhos de Deus, que são nossas pequeninas virtudes.
E a transfiguração vai se dilatando à proporção que o peito vai se enchendo de luz.
“Orar não é pedir o que queremos de Deus, mas saber o que Deus quer de nós.” (Místico alemão do sec. VI, in Mohana).
Oração do Almirante Hart, citada pelo Padre João Mohana: “Dai-nos força, Senhor, para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. Dai-nos coragem para mudar o que pode e deve ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa de outra.”