Dia das Mães: Mãe atípica comemora data e relata desafios enfrentados

Dia das Mães: Mãe atípica comemora data e relata desafios enfrentados

Gabriela Maestri comemora Dia das Mães, sem deixar de registrar os desafios da rotina intensa e inclusão de seu filho João.

O segundo domingo de maio é registrado como uma das principais datas do calendário. O Dia das Mães é marcado por celebração, amor e reconhecimento àquelas que desempenham um papel tão fundamental na vida dos filhos.

Quando falamos da maternidade atípica, falamos de mães que enfrentam rotinas exaustivas para que seus filhos tenham conforto, educação e seus direitos resguardados, o que faz com que o Dia das Mães seja festejado, mas também gere reflexões importantes.

Gabriela Maestri, 40 anos, é mãe do João Pedro Maestri Bailon, um adolescente de 16 anos, que é autista nível 3 de suporte, não verbal. Desde que teve conhecimento do diagnóstico, sua vida foi transformada. “Até os 2 anos, João se desenvolveu como qualquer outra criança. Porém, depois dessa idade, algo começou a mudar e aos poucos ele foi se apagando diante dos meus olhos. Mesmo sem saber explicar eu sabia que havia algo errado”

O diagnóstico

Assim como a maioria, receber o diagnóstico gerou em Gabriela um misto de sentimentos, emoções e questionamentos. “O diagnóstico de autismo do João Pedro não chegou como um alívio. Quando todas as suspeitas se tornaram reais gerou em mim um impacto e uma sensação difícil de explicar. Naquele momento, junto ao medo de tudo que viria pela frente, eu tive que ajustar meus sonhos e expectativas para enfrentar a realidade.”, disse a mãe.

Desafios diários e rede de apoio

Ser uma mãe atípica exige amor, superação, preparo físico e emocional para conciliar todas as demandas do dia a dia. “Eu tenho uma rotina intensa, com terapias, escola especializada e consultas com diversos profissionais, sempre com o objetivo de buscar o desenvolvimento do João”.

De acordo com Gabriela, junto aos desafios diários, há também a falta de uma rede de apoio, o que faz com que sua jornada seja muitas vezes solitária, com uma rotina de cuidados intensos.

Ela mora em Cravinhos com João há 10 anos, o que dificulta a ajuda de sua família que reside em outra cidade. “Como me mudei da minha cidade natal, não tenho uma rede de apoio familiar próxima. Meus pais e minha irmã mais velha moram em outra cidade, já minha irmã mais nova tem sua própria família e afazeres. Assim, no dia a dia, somos apenas eu e o João, o que faz com que os profissionais de saúde terapeutas, equipe da escola especializada Associação dos Amigos do Autista (AMA) em Ribeirão Preto, os profissionais do posto de Saúde, Secretaria da Pessoa com Deficiência e APAE de Cravinhos, sejam meu suporte, pois eles nos acolhem e dão apoio”.

Cuidado de mãe em primeiro lugar

Outra situação bem comum entre as mães atípicas é se abdicarem de suas profissões para focar no desenvolvimento de seus filhos. Com Gabriela Maestri não foi diferente, logo que descobriu o diagnóstico de João Pedro suas prioridades mudaram. “Sou mãe solo atípica e deixei minha profissão como gerente de loja e a faculdade de Pedagogia para me dedicar integralmente ao meu filho”.

Hoje, João está 16 anos e como todo adolescente, essa fase tem exigido mais de Gabriela. “Ser mãe de um adolescente atípico exige muito. Os cuidados continuam sendo semelhantes aos da infância, mas agora ele está maior, e, no caso do autismo, há crises que se tornam mais difíceis de manejar”, explicou. “Por outro lado, é extremamente gratificante acompanhar cada evolução, por menor que seja. É um amor verdadeiramente incondicional”.

Em meio ao cansaço, o que aquece o coração desta mãe é saber que seus esforços não tem sido em vão e que o adolescente tem se desenvolvido a cada dia. “Tenho feito o melhor que posso por meu filho, mesmo sabendo que não sou perfeita. Além dos cuidados diários que eu ofereço com todo amor, sempre estou em busca do melhor para o João e luto para que seus direitos sejam garantidos”.

Comemoração merecida

No segundo domingo de maio, Gabriela tem incontáveis motivos para comemorar e reconhecer a preciosidade da atenção e dedicação que tem com seu filho João Pedro. “Lembro que apenas uma vez meu filho conseguiu participar de uma apresentação de Dia das Mães na escola regular. Foi suficiente para eu guardar essa emoção para o resto da vida”.

Mesmo sem seguir as tradições da data, o coração de Gabriela transborda de alegria pelo fato de ser mãe. “Eu não vou ouvir um ‘Feliz Dia das Mães’ ou receber um presente do João, mesmo assim tenho todos os motivos do mundo para comemorar. Tenho meu filho ao meu lado todos os dias e o privilégio de viver o maior amor que existe: o amor de mãe. Um amor verdadeiro, incondicional, que não espera nada em troca e que nos dá força para continuar”, falou a mãe.

Gabriela aproveita a data para parabenizar todas as mães, em especial as mamães atípicas. “Quero desejar um Feliz Dia das Mães à minha mãe, a todas as mães e, especialmente, às mães atípicas como eu que sabem exatamente a grandeza desse amor”.

Disseminando conhecimento

Com o objetivo de instruir e levar conhecimento às mães que vivem a maternidade atípica, Gabriela criou um perfil no Instagram e lançou um e-book. “Eu tenho um perfil no Instagram onde falo sobre maternidade atípica e autismo. Recentemente, escrevi um e-book que se chama ‘Meu filho é autista, e agora?’, com o intuito de direcionar e orientar as mães que estão no início da caminhada. Esse conteúdo tem me aberto portas para palestras”, disse.

Foto: Divulgação

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