Estardalhaços, retalhações e fúria.
Receita da solidão que penetra nas entranhas e invade o meu céu.
Tombos e caminhadas, tropeços fatídicos, pedras e passarelas sem volta.
Flores mortas que aparecem no meu jardim.
Túmulos em grande quantidade.
Cemitérios que me chamam.
Vida fúnebre, o frio das criptas no meu coração, sangue gelado, veias de pedra.
Atrocidando o sentimento de aguardar a relíquia de pedras sobre pedras fazendo castelos no meu ego.
Pobreza e solidão âmago ambulante pedindo esmolas em calçadas tristes.
Ruas amargas, bueiros invictos onde só cabe a intolerância.