A aposentadoria por idade é um dos benefícios mais conhecidos do INSS. Em tese, basta atingir a idade mínima e ter 15 anos de contribuição.
Entretanto, muitos segurados só descobrem, na hora do pedido, que parte do tempo trabalhado não aparece no sistema previdenciário.
O problema é que o INSS considera apenas o que consta em seu cadastro. Se o período não estiver corretamente registrado, ele simplesmente não entra na conta, o que pode levar ao indeferimento do benefício.
Idade e carência
Hoje a regra geral é objetiva: mulheres se aposentam aos 62 anos e homens aos 65. Além da idade, é necessário comprovar 15 anos de contribuição.
A idade raramente é o problema. A dificuldade quase sempre está na contagem desses 15 anos.
O que mais atrasa a concessão do benefício
O INSS se baseia exclusivamente em seus bancos de dados. Se o período não estiver registrado corretamente, ele simplesmente não será computado.
É comum o sistema ignorar vínculos com datas erradas, registros incompletos ou contribuições feitas de forma irregular. Isso não significa perda do direito, apenas que o trabalhador precisará comprovar o período por outros meios.
Documentos como holerites, extratos de FGTS, termos de rescisão e fichas de registro de empregado podem ser usados para comprovar esses períodos.
Quando essa revisão é feita antes do pedido de aposentadoria, o benefício costuma sair com muito menos atraso.
Contribuições pagas de forma incorreta
Quem contribuiu como autônomo abaixo do salário mínimo ou fora do prazo também precisa ficar atento. O sistema ignora essas contribuições até que sejam regularizadas.
Regras especiais
Trabalhadores rurais e pessoas com deficiência possuem regras próprias e idade reduzida, em regra 55 anos para mulheres e 60 para homens.
No caso da pessoa com deficiência, é necessário comprovar a condição pelo período exigido em lei, além da carência. Em ambos os casos, a concessão depende de prova da atividade e do enquadramento legal, o que exige análise cuidadosa da documentação.
Aposentadoria é planejamento
A aposentadoria começa muito antes do pedido. Revisar o CNIS antes de dar entrada no benefício é o que garante agilidade e evita surpresas. Quem deixa para a última hora transforma um direito simples em um problema.