Declives fatídicos no meu eu.
Meus haveres necessitam de análise.
Ninguém se propõem caminhos difíceis íngremes e solitários.
O que coloco no papel são vitrines escuras do ego.
Dilacerado e velho rascunhos jogados num canto, quando o ócio me pega, pego a minha escrita e tento discerni-la.
Os vãos e o vazio do meu expressar não denigrem a minha postura.
Escrevo e não retrocedo.
Meu esfoliar de tristezas, minha escrita inocente e submissa, viva e infeliz.
Vou ao cume ou até as profundezas para falar o que sinto.
Não enxergo palpites alheios.
Apenas me invisto.
Sofrimento amargo
Expressar triste
Escurece desígnios da alma
Coração demolido
Ruínas no meu chão
Chão das minhas profundezas.
Profundezas frias
Buracos e solidão.