Solte sua voz flamejante nas profundezas do espaço, lance seu grito de paz na imensidão do infinito, libere o som do clamor a todos os cantos e recantos, permita que seus lábios soprem o vento do amor, do perdão, da gratidão e murmure uma palavra de carinho e um coração ressentido, entoa o cântico dos anjos na busca da liberdade.
Brade contra as injustiças que ameaçam a harmonia, cante a canção dos deserdados no exílio da verdade, faça soar sua trombeta contra os insanos poderosos, dispare a flecha certeira do seu verbo incandescente contra a armadilha da hipocrisia, brande a espada afiada da sua língua contra os poderes do mal, a Boca fala aquilo que o coração sente, depois…. silencie!
Um silêncio profundo solene e sereno, e deixe que o clamor do silêncio esmague o fel das iniquidades e alcance os limites do céu, assim o clamor do silêncio, gritará bem alto: Liberdade já!…
Devagar
Ando devagar, não corro mais vejo a vida passar com gratidão lentamente, dando perdão já sofri demais buscando talvez o que não era meu, o estar tranquilo ser devagar propicia me admirar a tudo e simplesmente nada exigir assim nesta caminhada encontro na estrada as pedras jogadas, mas como ando devagar nelas não tropeço mais continuo andando buscando o porquê desta vida, devagar sem correr mais, quero somente estar no meu lar, com minha família.