O essencial do Mercado Financeiro: Como falar a mesma língua do seu Assessor de Investimentos

O essencial do Mercado Financeiro: Como falar a mesma língua do seu Assessor de Investimentos

O mercado financeiro é cheio de siglas, índices, dados e órgãos reguladores. Mas melhor que saber tudo isso, e tão importante quanto, é saber usá-los. Vamos começar?

Toda 2ª feira, o Banco Central divulga dados correntes e estimados que coletou junto a centenas de instituições financeiras até a sexta-feira anterior sobre o IPCA, PIB, câmbio e a Selic.

– IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mensura a inflação no país num determinado período. É a perda do poder de compra da moeda.

– PIB (Produto Interno Bruto), é a soma de bens e serviços produzidos em um país em um determinado período. Se o PIB está crescendo, significa que o país está produzindo mais e a economia está aquecida. Se está diminuindo, a economia pode estar em crise.

– Câmbio é o preço do dólar em relação ao nosso dinheiro.

– Selic (taxa de juros básica da economia brasileira) corrente no país, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação, influenciando o consumo e o crédito no país. Sempre muito próxima da Selic, a taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário- a taxa de juros interbancária), funciona como referência para diversos investimentos de renda fixa no país e é ligeiramente inferior a Selic. Na prática, quando um investimento rende 100% do CDI, significa que ele acompanha essa taxa de referência.

Mas como esses índices funcionam juntos?

Em intervalos médios de 45 dias, ocorre no Brasil, a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária), órgão do Banco Central, que se reúne para definir a Selic do país.

Quando a inflação está alta, o Banco Central eleva a Selic. Isso encarece o crédito, desestimula o consumo e reduz a pressão dos preços. Por outro lado, quando a inflação está baixa, o BC diminui a Selic, o crédito se torna mais barato, e estimula o consumo e os investimentos.

Essa decisão leva em consideração também o nível de atividade econômica do país. Como por exemplo,  se houver desaceleração econômica acompanhada de incertezas fiscais internas ou externas, a redução da Selic é avaliada conjuntamente com mais indicadores para evitar desvalorizações cambiais, fuga de capitais e outros desequilíbrios econômicos.

E por que isso importa para você?

– Muitos títulos de renda fixa podem ser indexados ao IPCA e ao CDI, tendo sua rentabilidade atrelada à variação desses índices.
– A alta da inflação diminui seu poder de compra.
– As taxas de financiamento aumentam com o aumento da Selic.
– Se o dólar sobe, os produtos importados ficam mais caros e as exportações podem aumentar.           
– Entender esses conceitos te ajuda a tomar decisões melhores sobre seu dinheiro.

No entanto, se você ainda não faz parte desse mundo, investir pode parecer complexo dado a quantidade de variáveis envolvidas (siglas, índices etc.). Adicionalmente, nossa economia é marcada por incertezas, tornando difícil qualquer previsão de futuro com total segurança. Portanto, uma gestão de investimentos eficiente, exige estratégia e diversificação. Mas se você não fala a língua de seu assessor de investimentos e não tem tempo para aprender, agilize sua jornada! Encontre uma pessoa que te apoie com domínio sobre a economia e esteja atualizada sobre o mercado financeiro.

Luciana Deantoni

Economista formada pela UNESP, com pós-graduação em Marketing pela ESPM e MBA em Finanças pela Fordham University. Possui certificação ANCORD e sócia da FG/A Investimentos, traz sua expertise para análises e tendências do mercado financeiro.
Contato: (16) 98123-0105