Às vezes acho sobre a terra ingrata um raio fulvo do clarão celeste.
Na alma formada de uma essência grata que a Lua prateia e as estrelas vestem.
É a alma sedenta de ideal na terra que busca aplacar aquela sede atroz.
Na harmonia divinal que encerra da criança o riso, da virtude a voz.
Então eu peço à nuvem que derrame orvalho no manto azul da solidão noturna. E peço à brisa para embalar os galhos, e peço aos lírios para enfeitar as furnas.
Escuto o rir da folha, e da enramada a fala, e o cântigo de estrelas no amoroso estio. É a voz do eterno que o universo exala, do céu à furna da vertente ao rio.
Olhai irmãos para o talento agora, raiou uma aurora e uma luz serena. Hoje há salario pra qualquer trabalho, do pincel ao malho, da agricultura à pena.
– A miséria sempre nos vem em pedacinho, por isso nunca ficamos sabendo como ela é grande.
– Já vi muitos com calculadora de bolso, sem ter no bolso o que calcular, vi outros com chapéu na cabeça, sem ter cabeça para pensar.
– Vi príncipes andando a pé
Vi servos montado a cavalo
Vi reis se tornarem vassalos dos refúgios das Gales
– Vi mulheres com vestes de homens, vi homens profanos trançar seus cabelos, vi outros vestidos com padrão de mulher
– Vi sábio calado e o tolo falando, vi mulheres governando os maridos em casa.
– Vi o galo em silêncio e a galinha cantando.
– Vi pobres invejarem os ricos que conquistam por si, trabalhando
– Vi os ricos ajudarem os pobres que não passam de malandros.
Obs. Quem nos deixou, e foi para Deus, foi nosso grande amigo Carlito Gás. Vai com Deus amigão, a gente se vê por ai.