NOSSO ETERNO PAPAI NOEL

NOSSO ETERNO PAPAI NOEL

Durante mais de vinte anos ele emprestou seu carisma a um personagem universal, o Papai Noel. José da Silva, popular “Zé Cabeleira”, 72 anos. Profissão? Pedreiro, integrante há mais de trinta anos da Corporação Musical Jorge da Fonseca, mas nas horas vagas, o pedreiro se transformava no construtor de sonhos infantis, trazendo a uma infinidade de crianças a esperança e a alegria que um mito sempre causa. Ele levava sua vida normalmente, mas em razão dos seus doces olhos azuis, de sua baixa estatura e da proeminente barriga, foi convidado pelo Sr. Emílio Del Bianco – comerciante de nossa cidade, sua loja situava-se na rua principal – a emprestar sua imagem a Papai Noel; foi na época uma das primeiras pessoas a vestir roupas coloridas tão conhecidas pelo espírito natalino; trazendo alegria às crianças cravinhenses. Ele se recorda com saudade da alegria que infundia as crianças, dos pedidos de boneca, bola, caminhão, do brilho no olhar de cada uma delas quando descia do caminhão, e principalmente da alegria que sentia em fazer o que fazia, pois sempre foi apaixonado por crianças.

Ele sempre teve tudo o que torna a figura do velho Noel tão marcante e tão amada pelas crianças, a paixão pelos pequenos, a meiguice, o carisma e acima de tudo a vontade de infundir um pouco mais de felicidade ao universo infantil.

Os olhos dessa pessoa tão doce só ficam turvados ao pensar nas dificuldades que hoje as crianças enfrentam, sabe que as ilusões infantis são mais raras hoje em dia, porque vivenciam demais essa realidade dura que acontece em nosso país apesar de tudo o que vê, o Sr. José da Silva, acredita que vivemos em uma época melhor do que a de sua infância em razão da miséria que havia naquela época… “Existia muita miséria, mas nunca deixamos de sonhar”. Já há algum tempo o Papai Noel mais amado de nossa cidade abandonou sua fantasia, mas não se distanciou na inocência e da felicidade infantil, ele ainda tem a oportunidade de observar a alegria infantil e ainda é parte integrante da felicidade de nossas crianças, pois ainda toca nas noites de domingo e de quinta-feira, em nossa recreação mais antiga e popular “A BANDA”. Qual de nós não dançou, brincou e pulou ao som de nossa banda e sob o olhar do “Seu Zé”? Pois é, ele ainda está lá, bem gordinho, como todo bom Papai Noel, trazendo alegrias aos nossos filhos, como trouxe para nós, e é por isso que ele não deixou e nunca deixará de ser eterno em nosso espírito e em nossos corações. Mesmo sem a roupa vermelha e a barba branca – seu Zé aposentou o antigo personagem – é só olhar em seus olhos, aprofundar-se um pouco mais no mar calmo do azul de seus olhos, que ele retorna às nossas mentes como o ETERNO PAPAI NOEL CRAVINHENSE.

(Notícias extraídas do Jornal A Tribuna Regional de 20 de dezembro de 1997, edição Nº 526).

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