Conversa de Bastidor

Conversa de Bastidor

Notícias extraídas do Jornal A Tribuna Regional de 17 de abril de 1999, edição Nº 591.

Por: Eros Fonseca

Estávamos conversando com o técnico Canastra, quando apareceu o Sandrinho Gamarra e nos disse:

– Como vai Eros, tudo bem?

– Muito bem Sandrinho, e com você, vai tudo bem?

– Tudo. E com você Canastra, tudo bem?

– Está Sandro, tudo bem.

– Que maneira esquisita de responder Canastra? Você até parece que respondeu por obrigação e não por satisfação!

– Não Eros respondi com satisfação sim. Acontece que lembrei agora que o Sandrinho, que se intitula Gamarra, um dos maiores jogadores de defesa aqui da quadra, saiu do Vila Bela onde ganhava bem, para ir jogar no Cruzeiro do amigo Amarildo, por uns dois reais a mais, é mole?

E continuou:

– Atualmente Gamarra (como ele gosta de ser chamado), não está ganhando nada, totalmente desvalorizado e até pedindo pelo amor de Deus para voltar para o Vila jogando de graça. O problema é que o Amarildo do Cruzeiro está querendo o dinheiro que empatou, que por sinal até agora não disse o que foi fazer no Clube do Sumaré.

Continuou Canastra dizendo que não está interessado na volta de Sandinho, porque o Vila Bela está jogando muito bem, sem a presença desse que já foi grande zagueiro.

Viramos para o Sandrinho Hamarra e perguntamos: – Depois de tudo o que foi dito aquilo pelo Canastra o que você tem a dizer

– Olha amigo Eros. Eu nem vou responder agora, eu continuo jogando o bom futebol que sempre joguei pergunte a todos aqui na quadra, e também ao meu técnico amigo Amarildo, se ele quer que eu saia da equipe. O que o Canastra está falando é dor de cotovelo, porque estou muito bem no Cruzeiro, jogando um bolão, agradando a todos e a tudo, inclusive a imprensa local. Desta maneira como é que eu estou desvalorizado se tive até um aumentinho por parte do Amarildo?

– É pode ser até que seja dor de cotovelo, porque você está muito bem no Cruzeiro, pois com Amarildo, um grande técnico de futebol de quadra, ou de qualquer esporte onde rola bola.

– Gostei das suas palavras amigo Eros, agradeço em meu nome e de Amarildo, só pode ser dor de cotovelo do técnico Flor de Abacate, do Vila Bela.

– Como é Sandrinho Gamarra? Técnico Flor de Abacate do Vila Bela? Vamos lá, conta essa para nós e todos leitores.

– Não vai contar não, porque essa de Flor de Abacate é intriga de alguns na quadra, não existe nada disso – disse Canastra.

– Olha Canastra, foi o Sandrinho que disse, somente quero saber esta história, porque acho que dará um bom papo no Conversa de Bastidor.

– Eros, concordo com você, essa de Flor de Abacate ficará para outra ocasião, por enquanto vamos parando por aqui, mas dizendo ao amigo Canastra que o Vila Bela sempre terá um lugar no meu coração, porque já joguei lá e aprendi a gostar do Vila, mas agora sou Cruzeiro.

Então só nos resta esperar por essa próxima, quando aqui estaremos relatando mais uma peripécia do meu amigo Canastra, juntamente com meu amigo Sandrinho, que acrescentou Gamarra.

E enquanto esperamos pela próxima, Até outra…

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