Cravinhos, 19 de Janeiro de 2018
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10/08/2011

 O ônibus se aproxima do ponto. É a primeira vez que ela pega este ônibus, precisa fazer uma visita a um tio que está doente. Ela não sabe o que fazer, não tem mais ninguém no ponto. Ela então estende a mão, e o ônibus pára.

- Esse ônibus vai pro Ribeirão Verde?

- Não senhora, não viu o que tá escrito?

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A esposa fará feijoada neste domingo, mas esqueceu da bendita farofa. A pedido dela ele vai comprar, mas receoso. Ele tem quatro reais, será que vai dar o dinheiro? Encontra a parte de farinhas e farofas. Ele espera alguém passar perto dele, ninguém. Vê um funcionário passando no outro corredor, chama.

-Hei jovem, quanto é essa farofa?

_É esse preço aqui, ó, tá cego?

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Situações como estas são rotineiras para aqueles que ainda não aprenderam a ler. O analfabetismo é algo extremamente triste e atinge centenas de milhões de adultos e adultas no mundo todo, pessoas que não conseguem se incluir socialmente porque tem dificuldades em coisas simples, como pegar um ônibus ou fazer compras.

Não podemos pensar em um lugar melhor para se viver sem resolvermos o problema básico do analfabetismo.  Para enfrentá-lo, é necessário conhecê-lo a fundo, sua distribuição nos bairros, nas faixas etárias, e atacar com programas específicos. É necessário olhar para números sem esquecer que são pessoas, como eu e você, mas que não podem aprender através da escrita. Deficientes do sentido de ler.

A palavra escrita foi na sociedade ocidental a maior responsável pelo desenvolvimento do conhecimento. Recentemente saiu na imprensa que já há colégios que não ensinam mais a palavra escrita à mão, somente a de fôrma dos computadores. As atividades com a mão como escrever e desenhar são essenciais à criatividade e desenvolvimento do cérebro. Devido à tecnologia, é inevitável a perda da escrita à mão, por isso temos que encontrar substituições, ensinar nas escolas mais trabalhos manuais como desenho, artesanato e fabricação de brinquedo com lixos.

Mas enquanto discutimos qual letra deve permanecer, muitos não sabem ler nenhuma das duas. Este é o grande desafio.

 

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