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Números não mentem
11/12/2012


Duarte Nogueira*

A semana passada não foi de boas notícias de economia para o Brasil. A carga tributária subiu, o PIB ficou abaixo das expectativas, o país está muito mal colocado em dois rankings importantes – de crescimento e da qualidade da educação – e ainda perdemos o jornalista Joelmir Beting, um dos mais importantes analistas da área.
Como os números não mentem, indicam que o sinal vermelho está aceso. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas geradas, ficou abaixo das expectativas do próprio governo. Em relação ao mesmo período do ano passado, esse índice foi de 0,9%, o pior resultado entre os países emergentes, os chamados BRICs – China (7,4%), Índia (5,3%), Rússia (2,9%) e África do Sul (2,3%).
No ranking de crescimento para este ano, elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico), entre os BRICs, o Brasil terá o menor crescimento – 1,5%, bem abaixo da média mundial, de 2,9%.
Em outro levantamento, de desempenho educacional, ficamos na penúltima posição entre 40 países analisados. O ranking, feito pela Pearson Internacional, mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5.º e do 9.º ano do ensino fundamental.
E há, ainda, outros aspectos muito preocupantes: no Brasil, os investimentos apresentaram resultado negativo pela terceira vez seguida, como ocorreu em 2008 e 2009, em plena crise. E as notícias ruins não param por aí. A carga tributária, no ano passado, foi recorde e atingiu 35,31% do PIB.
Em resumo: o país não cresce e quem paga a conta é o cidadão. E mais: os números mostram uma realidade bem diferente daquela que o governo federal e suas propagandas tentam mostrar. E o que está errado? Não há planejamento para o crescimento sustentado a médio e longo prazo. E temos alertado para isso há muito tempo. Não foi por falta de aviso.
A maior preocupação do governo é como estará o país nos anos de eleição. E uma das poucas estratégias que demonstra ter é fazer com que as pessoas saiam às compras.
O consumo traz satisfação às pessoas, injeta recursos na economia, mas tem limites. Não se troca carro, geladeira, fogão, todos os anos. E o nível de endividamento dos brasileiros já indica que estamos próximos desse limite. O governo optou em usar a estratégia mais fácil, porém limitada, para estimular a economia.
Abandonou as reformas estruturais, que começaram a ser feitas pelo PSDB nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, e ao invés de uma ampla reforma tributária, que verdadeiramente alivie o cidadão e o setor produtivo, opta por medidas pontuais, que podem representar um alívio momentâneo, mas que não resolvem o problema.
Sem uma mudança nos rumos e no comportamento do governo, o país caminhará a passos largos para a estagnação. Se a economia não cresce, as empresas param de contratar ou demitem. Sem emprego, as famílias perdem renda e podem passar por apertos. A questão de como o governo conduz a economia pode parecer complexa e distante, mas afeta todos os brasileiros.

*é deputado federal. Foi líder do PSDB na Câmara. contato@duartenogueira.com.br
 

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