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Sabor ruim denuncia a carne vencida, que causa enjoo e diarreia
11/04/2017

O consumidor que comprar uma carne com prazo de validade adulterado provavelmente não ficará doente, mas seu paladar sofrerá com uma carne mais dura e de sabor ruim.
É o que diz o professor Marco Antônio Trindade, responsável pelo Laboratório de Qualidade e Estabilidade de Carne e Produtos Cárneos da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP.
Segundo ele, o aspecto visual de uma peça de carne embalada a vácuo uma picanha, por exemplo pode não mudar muito mesmo depois da validade de 60 dias. Não é fácil bater o olho e identificar um produto vencido caso ele seja mantido refrigerado até 4°C. O paladar, porém, entrega o defeito.
O problema é mais grave se existem problemas de manipulação e omissão da vigilância sanitária que podem levar à contaminação do produto, diz Trindade.
Nesse caso, é possível que colônias de micro-organismos como coliformes fecais tenham produzido toxinas que provocam enjoo, vômito e diarreia.
Os riscos são mais graves para crianças, idosos e pessoas com imunodepressão (causada por doenças como câncer e por transplantes de órgãos).
Segundo Trindade, disfarçar uma carne verdadeiramente estragada é muito difícil. “Desconheço um método ou uma substância química que consiga camuflar o cheiro e o aspecto da carne apodrecida.”
Uma possibilidade de tapear o consumidor seria usar o produto como ingrediente para embutidos, como linguiça e mortadela, mas o sabor, mesmo após o processamento e cozimento, pode mudar.
Duas bactérias perigosas que aparecem em condições sanitárias inadequadas são a Clostridium perfringens e algumas cepas da Escherichia coli, que provocam fortes diarreias, segundo o biomédico Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.
Já o frango tem a salmonela como inimiga. A bactéria aparece naturalmente na ave daí a recomendação de consumir a carne sempre bem cozida.
Para o consumidor que ficou temeroso com as notícias e quer tomar cuidado extra no manuseio da carne, o especialista Mario Portella recomenda que as pessoas voltem a ter contato direto com o açougueiro e façam perguntas sobre a procedência da carne e a data de abate do animal.
O chef István Wessel, especialista em carnes, recomenda comprar os produtos com datas mais próximas da produção do que do término do prazo de validade. “O tempo trabalha contra a conservação dos alimentos, mesmo dentro do período da etiqueta.”
Ele lembra também que o nariz é o melhor fiscal. “Todo produto dá sinais quando começa a se decompor ou quando recebeu um tratamento químico. A carne em condições normais não tem cheiro.”
Ele ressalta que, quando a peça é embalada a vácuo, o pacote tem um cheiro que deve desaparecer em dois ou três minutos. Caso contrário, há algo errado. Não se guie apenas pela cor, que pode ter alteração por diversos fatores.

 

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