Cravinhos, 20 de Janeiro de 2018
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Mãe perfeita: mito ou realidade?
19/12/2017


Muitas mães sentem-se em determinados momentos angustiadas, com dúvidas sobre suas capacidades de exercerem a maternagem: “Será que sou uma boa mãe?” As mulheres frequentemente elegem um ideal em torno do papel materno: devem ser em tempo integral atenciosas, tranquilas e seguras. Mas, e quando a mãe experimenta sentimentos contraditórios e inconciliáveis com a imagem idealizada de maternidade?
Mesmo com as transformações socioculturais e de gênero ocorridas nas últimas décadas, a exaltação do instinto materno surgida no final do século XVIII continua muito forte. Trata-se de uma perspectiva, que traz o sentimento materno como algo inato transmitido naturalmente através das gerações. É como se a mulher nascesse sabendo o que é ser mãe, como se carregasse uma semente dentro de si que afloraria no momento exato da maternidade.
Ou seja, existem muitas crenças pré-concebidas acerca da maternidade: supõe-se um padrão normativo para o papel materno. No entanto, a gestação por si só é um fenômeno complexo, que traz variações metabólicas, hormonais, além de sentimentos intensos e ambivalentes. Além disso, o desenvolvimento do vínculo entre a mãe e o bebê é um processo contínuo que exige convivência, intimidade e investimento afetivo. Enfim, a maternidade é uma condição absolutamente multifacetada: não há como simplificá-la.
No entanto, a visão romantizada e ideal da maternidade na sociedade ocidental, pode dificultar a emergência de sentimentos ambivalentes, que são naturais e reais na vivência de qualquer relação. Esta ficção em torno da maternidade exclui a possibilidade da mãe ter sentimentos contraditórios ao culturalmente esperado, o que pode ser uma experiência muito dolorosa e devastadora para a mulher.
Enfim, não existem mães perfeitas ou ideais, o que existem são mães possíveis. Essas mães podem amar, cuidar de seus filhos, mas também podem se sentir angustiadas, com dúvidas e com necessidades de serem acolhidas. Neste sentido, a psicoterapia pode ser uma via importante para refletir e lidar com os sentimentos, pensamentos e transformações que ocorrem na vida da mulher com a maternidade.

 

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Reflexões sobre fragmentos do dia a dia
Thaíssa Yumi Matsuo Psicóloga- CRP 06/119200
Aprimoramento Profissional em Psicologia do Desenvolvimento na área da Saúde- HCFMRP-USP
Contato: Tel.: (16) 994599468
Email: thaissapsico@gmail.com

 

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